Editorial
de Abril 2007
Ressuscitou! Aleluia!
Muita gente vai chegando. Abraços,
cumprimentos carinhosos e um sorriso aberto no
rosto. Uma fogueira esquenta a noite que anuncia
que o frio pede passagem. Mas o calor humano deixa
o ambiente agradável. Aos poucos o colégio vai
ganhando um colorido especial. Sãos os rostos
de diferentes pessoas das várias comunidades.
Uma equipe bem animada entoa
cantos, e o povo responde. Nos bastidores: corre-corre,
recados daqui e dali, arranjos, ensaios, são os
últimos preparativos.
A juventude mostra sua cara.
Faz a acolhida, distribui folhetos. O colégio
está lotado. A presença de pessoas na parte superior
nos deixa a leve impressão de adentrarmos no Teatro
Municipal do Rio. Não é o prêmio Multishow, mas
múltiplos “shows” – no bom sentido da palavra
– estão para começar.
Lá fora, o círio é aceso. Uma
luz surge em meio ao povo que estava na escuridão.
A luz carrega as chagas. É um povo batalhador,
que vê na dor do dia-a-dia uma esperança de amanhã
feliz. “Eis a luz de Cristo!”. É de arrepiar a
atenção, a concentração do povo.
Surpresas nos levam a emoção.
A bíblia entra trazendo as culturas da Amazônia.
A gênesis do mundo é encenada de forma original.
A profecia de Isaías, uma das grandes leituras
da noite, sai da boca de Dona Sebastiana como
poesia, sem papel e fiel ao texto bíblico. O evangelho
anuncia a ressurreição no drama da juventude.
O trabalho, a vida, a luta de todo o ano é ofertado
no coração de Deus. A mãe Aparecida leva as pessoas
às lágrimas.
Cada comunidade contribuiu com
sua parte, com sua alegria, com seu entusiasmo,
com sua fé. Impossível não se emocionar com uma
celebração tão participativa que nos toca seja
pela profundidade com que se reza o “Pai Nosso
dos Mártires”, seja pela dança do louvor ao Deus
que venceu a morte. É o anúncio da ressurreição!
É o anúncio de que é possível
unidade na pluralidade! É o anúncio do Fogo Novo!
É o anúncio do Sábado Santo!
Ir. José Carlos
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