Voto
de Castidade
Criado
para amar e ser amado, o homem realiza sua vocação
de amor de várias maneiras. A exemplo de Cristo,
totalmente a serviço do Pai, escolhemos o celibato
por causa do Reino. Orientamos para Deus todo
o amor que podemos dar e receber.
Nossa vida é assim posta a serviço
do Evangelho e de nossos irmãos. Longe de nos
fechar esterlmente em nós mesmos, nosso celibato
deve nos abrir aos outros. Vivido na aceitação
do outro e no dom de si mesmo, ele manifesta o
sentido profundo do amor humano e sua vocação
última.
Esse dom de nós mesmos, a Deus
e aos outros, nos torna livres; dispõe-nos à vida
fraterna e ao apostolado.
Quanto mais amarmos como Cristo,
mais poderemos viver, sob seu olhar, nosas relações
humanas e seremos mais sensíveis às alegrias,
aos sofrimentos, e às preocupações dos homens.
Conscientes da renúncia radical
e da parte de solidão que o celibato comporta,
mas confiantes no Senhor que dá forças à nossa
fraqueza, nós nos comprometemos, pelo voto, a
viver o celibato, pelo Reino, na Castidade perfeita
que exige o dom total de si mesmo ao Cristo.
A fidelidade a este compromisso
exige uma educação humana e espiritual.
Supõe uma intimidade com Cristo,
mas também prudência, domínio de si e equilíbrio
de vida, sabedoria no uso dos meios de comunicação
social.
Atentos à vocação de cada um,
cuidaremos em manter nas comunidades uma vida
verdadeiramente fraterna, feita de amizade, escuta,
delicadeza, apoio e perdão.
Nosso celibato, vivido na serenidade
e na alegria, é sinal do Reino, anunciando o dia
"em que Deus será tudo em todos".
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