Voto
de Obediência
A
solidariedade e a dependência mútua são para todo
homem o caminho de sua libertação e perfeição.
O Evangelho nos convid a assumir esses laços na
submissão ao Pai e no amor fraterno. À vontade
de poder e ao fechamento egoísta, ele opõe a atenção
aos pequenos e o serviço dos outros.
Assim frente às opressões e indiferenças
culpáveis, buscamos testemunhar a verdadeira liberdade
no Espírito. "Chamados à liberdade" desejamos
"nos colocar a serviço uns dos outros pela caridade"
(Gal 5,13).
Nossa obediência se enraíza na
de Cristo. Sua fidelidade ao Pai e o amor aos
homens levaram-no ao dom total de si mesmo. Veio
para servir, fez-se obediente até a morte.
Pelo voto de obediência, oferecemos
de modo radical nossa vontade a Deus e nos comprometemos
a obedecer a nossos superiores legítimos em tudo
o que concerne à Regra de Vida.
Esta obediência que nos une estreitmente
à Igreja, nós a devemos também ao Sumo Pontífice.
À escuta do Espírito, da Igreja
e do mundo, buscamos juntos discernir o apelo
de Deus na nossa comunidade, na vida dos homens
e nos acontecimentos.
Todos caminham em busca da vontade
do Pai, num clima de liberdade e franqueza, de
confiança e colaboração, de iniciativa e co-responsabilidade.
O Superior é o irmão que ajuda
a comunidade local, provincial, geral, a se construir
dia a dia. Lembra a seus irmãos as convicções
e as decisões da comunidade, da Província ou Instituto.
Instiga às vezes, a uma fidelidade mais exigente
ao Evangelho. Enfim, ao término de uma busca comum
ou de um diálogo pessoal, com a autoridade que
lhe vem por sua função, ele presta a todos o serviço
da decisão conforme as constituições.
Vivida na fé e na oração, a obediência
nos abre a Deus e aos homens.
Converte pouco a pouco nossa
tendência à dominação em vontade de serviço e
de promoção do outro. Manifesta nossa fé e nossa
disponibilidade à vontade do Pai. Assim ela é
sinal do Reino.
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